sábado, 20 de agosto de 2011

CULTO PENTECOSTAL NO METRÔ - CENAS IMPRESSIONANTES!!!

iand
Querido leitor do Fé & Razão, achei que já tinha visto de tudo no mundo gospel/pentecostal, mas agora foi demais. Mais uma vez não sei se rio ou se choro. O que estão fazendo com o cristianismo??? 

Este é um vídeo feito num metrô, onde ocorre um culto com direito à revelação, profecia, línguas estranhas, retété, interpretação de línguas, e no final é óbvio, a polícia.

A leitora Sabrina classificou bem o vídeo: ESCÁRNIO E ESCÂNDALO



A SEXUALIDADE DO CASAL - POEMA

Durante uma palestra para casais o pastor recita um poema sobre sexualidade do casal. Vale a pena conferir, pe muito engraçada. A introdução que ele faz ao tema também é bem divertida. Confere aí!!!


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Silas Malafaia... PORQUE NO TE CALLAS??????

Silas Malafaia seria declarado cidadão honorário de São Luís. Vereador se opôs, dizendo que pastor é homofóbico. Pastor ofendeu vereador e perdeu a homenagem. kkkkkkkk

 Silas Malafaia presidente da Igreja Assembleia de Deus - Vitória em Cristo, afirmou que vai processar o pedetista e o classificou como “bandido”, “vagabundo” e “idiota”.  

Em resposta ás declarações do pastor, a Câmara de Vereadores de São Luís arquivou um projeto de lei de homenagem á Malafaia e ainda aprovou uma moção de repúdio considerando-o, a partir de agora, “persona non grata” em São Luís.

O pior, querido leitor do Fé & Razão, é que ele disse ao tal vereador: "VOCÊ NÃO SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO" uahuahauhauhauhauha  SILAS, POR QUE NO TE CALLAS????

 Veja abaixo a matéia na íntegra:

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Vereador apresenta título de persona non grata pastor Silas Malafaia

Pastor Silas Malafaia chama Câmara de ‘poleiro’ e vereadores de ‘bandidos’ e ‘frouxos’

 

 

Ivaldo Rodrigues (PDT
Ivaldo Rodrigues (PDT), insultado pelo Malafaia

SÃO LUÍS - Na sessão desta terça-feira, 16, na Câmara Municipal de São Luís, o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) utilizou a tribuna para repudiar as agressões verbais proferidas pelo pastor ao chamá-lo de “bandido” e “vagabundo”.


Na oportunidade, o vereador solicitou à Mesa Diretora da Casa as urgentes e necessárias providências no sentido de acionar a Procuradoria Jurídica da Casa para buscar reparos morais sofridos pelo Parlamento.


No documento, Ivaldo Rodrigues ressalta que ao solicitar o pedido de vista do projeto da vereadora Rose Sales (PCdoB), que concede o Título de Cidadão de São Luís ao pastor Silas Malafaia, fez por entender que o projeto não apresentava e nem atendia as exigências legais na Resolução legislativa que reegulamenta a concessão da honraria.


“O pastor Silas Malafaia em sua fala (entrevista à rádio 92FM), menospreza a grandeza do Título de Cidadão Ludoviscense outorgado pela Câmara , faz ofensas pessoais aos vereadores, e induz a comunidade evangélica a acreditar na falsa afirmação, que trata-se de uma retaliação ao mesmo. Tais fatos são de grav ocorrência , no que solicito também a publicação de nota de repúdio oficial e apresentação do título de persona non grata ao pastor Silas Malafaia”.



Veja o que disse o pastor :

Em entrevista à rádio evangélica 92.3 FM, o pastor Silas Malafaia bateu forte nesta segunda-feira nos vereadores Ivaldo Rodrigues (PDT) e Rose Sales (PCdoB). Ele chamou a Câmara de Vereadores de São Luís de “poleiro”.

Malafaia, que participa de um culto no sábado e domingo em São Luís, criticou o pedetista por ter chamado-o de homofóbico e pressionado a comunista a recuar na concessão de um título de cidadão em sua homenagem

“Eu vou interpelá-lo (Ivaldo Rodrigues) judicialmente para ele provar que sou homofóbico. Ele está pensando que tá falando com algum otário. Vou processar esse bandido, esse vagabundo desse vereador. Ele vai ver com quem está falando. Eu não dou moleza para um moleque como ele. Esse idiota não sabe nem o que é homofobia”, disparou.

Malafaia disse receber títulos “a três por dois” no país e não faz nenhuma questão do que lhe seria concedido em São Luís. Ele acusou Rose Sales de ter se “afrouxado” na concessão da honraria.

“Falei para a vereadora: ‘não afrouxa não’. Se a irmã Rose afrouxou, é por causa de um grupo de intolerantes do partido dela. Estou desconfiado que ela quer fazer graça para o partido dela (PCdoB), que apoia essa porcaria (homossexualismo).”

Segundo Malafaia, que chamou os vereadores de “bocós” (abestados), o episódio só demonstra a “intolerância” dos homossexuais contra quem não coaduna com este tipo de comportamento. Ele desafiou Ivaldo Rodrigues a participar de um debate ao vivo na rádio.

“Esse vereador está desafiado a um debate. Se ele não vier vou chamá-lo de covarde na cruzada (culto). Covarde que atua dentro do puleiro (Câmara de Vereadores) dele e quando é desafiado corre”, declarou.

Câmara se reúne e deve reagir a baixaria de pastor


O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT) disse ao blog que os vereadores vão se reunir antes da sessão desta terça-feira para discutir que posição tomar em relação às baixarias propaladas contra ele e a Câmara pelo pastor Silas Malafaia


Líder do PDT na Casa, ele disse que já ter acionado a procuradoria da Câmara no sentindo de ajuizar uma queixa-crime contra Malafaia.

- Isso não vai ficar assim. Ele usou termos de baixo calão para se referir a mim e à Câmara. Já acionei a procuradoria da Casa para processá-lo – declarou.

Ivaldo explicou que apenas pediu vistas do projeto de concessão de título de cidadão proposto pela colega Rose Sales (PCdoB) por não trazer nenhum documento ou informação sobre o pastor.

- Não tinha o currículo dele (Silas Malafaia), informação nenhuma. Só tinha a capa. Por isso, pedi vistas do processo – criticou.

O pedetista disse ter ficado claro na entrevista do pastor sua condição de homofóbico. Ivaldo Rodrigues explicou que em nenhum momento está se referindo aos evangélicos.

- Sinceramente, um homem que usa um palavreado e age dessa maneira desequilibrada não pode ser um homem de Deus. Espero que os verdadeiros evangélicos não se deixem enganar por falsos profetas – assinalou.



Fonte: http://www.gterra.com.br/politica/vereador-apresenta-titulo-de-persona-non-grata-pastor-silas-malafaia-44614.html

O NEOPENTECOSTALISMO E A ÉTICA CRISTÃ


RR Soares, dono da Igreja Int. da Graça de Deus, num Show da Fé ao ar livre


por Johnny T. Bernardo


“Crédito ou débito? - Quem pergunta é o pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus que recolhe o dízimo e outras doações munido da máquina para registrar operação com cartão de crédito."


O trecho acima introduz a matéria Templo é dinheiro, da jornalista Sarah Corazza, da revista paranaense Ideias. A matéria é resultado de um mês de visitas a templos neopentecostais de Curitiba, quando a autora constatou que os “neopentecostais fazem sucesso de público e de bilheteria.” Segundo Corazza, houve um tempo em que Curitiba era conhecida como a “cidade das farmácias”, dada a quantidade de farmácias por metro quadro. Hoje a realidade é outra: são os templos neopentecostais que chamam atenção.

Presentes na capital paranaense desde pelo menos o começo dos anos 80, uma das que mais se destacam é a IURD, que, segundo a reportagem, adquiriu a antiga fábrica Matte Leão para abrigar o seu rebanho que não para de crescer. A jornalista atribuí tal façanha ao crescimento desenfreado e ambicioso dos cofres da instituição.
                                               
“Logo se vê que as neopentecostais fazem sucesso não apenas de público, mas também de bilheteria. É incalculável o que arrecadam diariamente. O suficiente para abrir templos e também para financiar o proselitismo eletrônico que ocupa boa parte do horário televisivo e radiofônico. Isso custa dinheiro. Muito dinheiro. Tanto que a Universal do Reino de Deus, do financista e bispo Edir Macedo, comprou a sua própria rede de televisão.” [1]

O que vemos em Curitiba se perpetua por todo o país e atravessa as fronteiras, com adeptos nos EUA, Europa e também nos países abaixo do Saara. Não apenas a IURD, mas também boa parte das igrejas neopentecostais vivem o bom da ignorância de milhares de brasileiros que diariamente peregrinam para seus templos em busca de cura e prosperidade. São massas sem doutrina que orbitam em torno de crendices populares e sessões de descarrego da Igreja Universal, passando pelas campanhas do sabonete ungido da Graça de Deus e do lenço abençoado do Valdomiro. Isaltino Gomes Coelho completa.

“As igrejas neopentecostais, e a IURD é o maior exemplo, não são compostas de pessoas envolvidas em uma Koiononia cristã. A maior parte não se conhece. Não há um projeto eclesiástico comum aos frequentadores, que são apenas clientes que buscam uma resposta mágica para seus problemas”. [2]

Essas igrejas, diria Antonio Gouveia Mendonça em sua obra “O Neopentecostalismo, Excerto de Estudos da Religião”, são controladas por pessoas ou por grupos sem dever para com os clientes, a não ser passar-lhes um produto, normalmente sob contribuição financeira. São usuários sem os direitos e sem um procon ao qual recorrerem. Consomem o produto, mas não têm poder de ingerir no sistema.

De acordo com o sociólogo Ricardo Marinho, autor de “Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil” -, “a preocupação dos neopentecostais é com esta vida. O que interessa é o aqui e o agora”. Essa citação consta da matéria “Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo”, publicada em fevereiro de 2004 pela revista Super Interessante. Nela, o jornalista Sérgio Gwevman faz uma análise do crescimento dos evangélicos brasileiros e atribui ao Neopentecostalismo um papel central nessa expansão. Uma das características do proselitismo praticado pela IURD, segundo Gwevman, é a atribuição aos demônios boa parte dos males que atingem os fieis.

“Para os neopentecostais, os homens não são responsáveis pelos atos de maldade que cometem: é o Diabo que os leva a pecar. Numa sessão de descarrego da Igreja Universal, o pastor explicou que, se o fiel enfrenta um problema há mais de três meses, é provável que esteja carregando um encosto. ‘Se a dificuldade completar um ano, daí não há dúvida: a culpa é do demônio’, disse a congregação. Ele não se referia só a entraves financeiros ou comportamentais. A receita vale para tudo, inclusive para doenças incuráveis. Assim, expulsar o demônio do corpo é a receita única para todos os males, de casamento infeliz até câncer no pulmão”. [3]

Wemerson Marinho, em sua análise “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal” levanta estas e outras questões relacionadas ao sistema litúrgico e isolamento espiritual que são submetidos os frequentadores das igrejas neopentecostais. Ele cita, entre outras coisas, a falta de uma liturgia eclesiástica e a pouca atenção dada às Escrituras Sagradas como a única regra de fé e conduta.

“Os neopentecostais afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus e, com isto, nós concordamos. Mas para eles, a palavra dos “profetas”, dos visionários, também é a Palavra de Deus. E, por isto, baseiam suas vidas e suas doutrinas também em visões, ‘novas revelações’ e em experiências místicas.” [4]

Esse é o ponto “x” da questão colocada pela maioria dos estudiosos do movimento, ou seja, a falta de uma doutrina sólida acompanhada de um discipulado sistêmico e bíblico. Há casos de indivíduos que se deixam batizar por mais de cinco vezes nos templos da IURD por acreditar que tal prática irá “purificá-lo por completo” (sic) como se as águas batismais possuíssem qualquer poder a não ser o simbolismo que proporciona aos verdadeiros nascidos da água e do Espírito.

É a falta de uma hermenêutica sadia a causa da maioria das crenças e práticas impuras praticadas pela liderança da IURD, segundo conclui o dossiê “Análise da Teologia e Práxis da Igreja Universal do Reino de Deus” publicado pela Igreja Presbiteriana do Brasil e que se encontra disponível no livro “Igreja Universal do Reino de Deus – Sua doutrina e prática” (S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997 p. 28). O documento faz a seguinte afirmação com relação à maneira como os líderes da IURD interpretam as Escrituras.

“O método de interpretação das Escrituras utilizado por bispos e pastores da IURD consiste em geral numa atualização ou transposição das experiências religiosas de personagens bíblicas para os dias atuais. Isto ocorre em virtude do que entendem ser a Bíblia. Macedo não parece ver a Bíblia como a revelação proporcional de Deus, mas como um livro de experiências religiosas, que começa com Israel no Velho Testamento e termina com a humanidade em Apocalipse, experiências estas que podem ser repetidas nos mesmos moldes, nos dias atuais.


Assim, a repetição ou re-encenação de episódios e eventos bíblicos é utilizada como ferramenta que lhes permite usar as Escrituras como base de sua prática... Por exemplo, assim como Noé fez uma aliança com Deus, podemos nós também fazê-la. Assim como Josué cercou as muralhas de Jericó e ao som de trombetas elas caíram, assim podemos cercar as muralhas das dificuldades e problemas e derrubá-los em nome de Jesus (usando uma trombeta de plástico e uma muralha de isopor). A vara que Moisés usou, o cajado de Jacó, os aventais de Paulo – todas estas coisas, e muitas outras tiradas das histórias bíblicas, se tornam tipos da utilização de apetrechos semelhantes, aos quais é atribuída (apesar das negações em contrário) algum valor espiritual na resolução de problemas”. [5]

Leonildo Campos, usado como referência pelo dossiê, faz coro ao dizer que a Bíblia é muito mais que um depósito de símbolos, alegorias e de cenas dramáticas ou até um amuleto para exorcizar demônios e curar enfermos do que a Palavra de Deus, encarada por outros protestantes como “regra de fé e prática”, e para os fundamentais, a “regra infalível”. Campos é autor do livro “Teatro, Templo e Mercado” (S. Paulo: Simpósio Editora, 1999, p. 82) onde faz uma análise do uso da fé como instrumento de riqueza pelas igrejas neopentecostais e demais grupos positivistas.
                                                                  
Superficialidade e engodo psicológico

Devido à ênfase na liturgia envolvente, curas e exorcismos, os neopentecostais são na sua maioria superficiais na fé e no conhecimento das Escrituras, segundo expõe Marinho em “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal”. Não somente isso, mas também a falta de uma doutrina bíblica e discipulado fazem com que os indivíduos que recorrem aos templos neopentecostais permaneçam ignorantes em suas crendices e continuem a praticá-las. Nesse ponto, a IURD se assemelha ao catolicismo ao incorporar todo tipo de religiosidade oferecendo-lhe valores cristãos, ao mesmo tempo em que libera seus dizimistas para que frequentem outros locais de culto e não tenham que se submeter aos princípios bíblicos e cristãos.

Por outro lado, existe uma tentativa de “isolamento” desses indivíduos, tirando-lhes sua capacidade de discernimento e/ou compreensão dos fatos que ocorrem em seu entorno. Um exemplo disso é o uso da psicanálise nas reuniões da IURD, como revela o artigo A ciência dos transes (Época, 28 de abril, 2003) que compara as práticas neopetencostais aos princípios psicológicos defendidos por Emile Durkhein (autor do estudo sobre a função dos transes nas sociedades primitivas) e o neurologista Jean-Martin Charcot (que mostrou como as técnicas de hipnose induzem as incorporações de “espíritos”). Na matéria, a revista cita uma declaração de uma ex-fiel da Igreja Universal que revela como os bispos e seus auxiliares aprendem a induzir o transe.

“Quando a pessoa está tonta, fica mais aberta para manifestar os demônios”, diz a obreira Aparecida Santos, ex-fiel da Igreja Universal, atualmente na Igreja Internacional da Graça de deus. Ela costuma pôr a mão na cabeça dos fieis e fazê-la rodar. Outro recurso que funciona é tocar músicas altas no teclado, com acordes bem tenebrosos. ‘Porque o demônio não gosta de silêncio’, explica a obreira. Aparecida aprendeu as técnicas do exorcismo na Universal, onde passou cinco anos como auxiliar de pastores.” [6]

Outro recurso utilizado pela IURD é o chamado “Jejum dos 21 dias” período em que os fieis devem se concentrar nos discursos da igreja e se isolar do mundo externo, sendo proibidas de ter acesso a qualquer tipo de informação, seja por meio de jornais, sites, rádio ou televisão. “O Bispo Romualdo e os pastores têm sugerido acessar apenas o blog do Bispo Macedo onde haverá textos para meditação nesse período de Jejum”, revela o frequentador Alexandre Fernandes em uma página da web.

O objetivo do “jejum da separação”, segundo os líderes da IURD, é a busca de uma vida espiritual equilibrada. No site IURD.pt encontramos a seguinte afirmação.

“O jejum, para muitos, indica apenas o abster-se da bebida e da comida, e esse é o jejum normal. Já o santo jejum não está relacionado só com isso. E o que é que o/a impede de estar em espírito? Por exemplo, ler livros ou revistas que não falem de Deus, ouvir músicas ou notícias que não falem de Deus, ou seja, que não o/a conectem a Ele e não alimentem o seu espírito.


Iremos fazer um jejum que inclui não assistir televisão, não usar a Internet, não ler revistas e livros, etc. Vamos orar três vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite, e você vai fazê-lo e vai-se santificar, fortalecer e investir no seu espírito, para que seja cheia d’Ele”

Apesar do objetivo aparentemente louvável da Igreja Universal, existe por trás um engodo psicológico perigo e que nos remete aos grupos conhecidos como “seitas destrutivas”. Tais segmentos recrutam novos discípulos com promessas de cura, prosperidade e encontro com Deus. Uma vez fisgado, o indivíduo é convidado a se juntar à igreja e se afastar de tudo que possa impedi-lo de desenvolver sua espiritualidade, como familiares e amigos próximos. A partir de então ele passa a pertencer à comunidade, isolando-se física e psicologicamente do mundo exterior. Nestas condições, a manipulação ou lavagem cerebral torna-se fácil, fazendo com que o novo discípulo concorde em entregar suas economias e se dedicar exclusivamente à comunidade religiosa, desenvolvendo atividades que beiram ao “escravismo”. É o caso da Seita do Rev. Moon, a Família (antiga Meninos de Deus), o Templo dos Povos etc.

A Igreja Deus é Amor, com toda sua ritualística e imposição doutrinária, promove algo semelhante ao submeter seus membros a um fanatismo cego e quase doentio, proibindo-lhes de assistir televisão, participar de festas ou mesmo ir à praia. O motivo pelo qual não há uma modernização nos padrões doutrinários da Igreja deve-se ao fato de que submetidos ao manto do fanatismo seus membros continuaram a ofertar e seguir fielmente os desmandos de seu líder máximo, o missionário David Miranda.
                                                   
David Miranda, dono da Deus é Amor 

                                                       
Na IURD, apesar da não-obrigatoriedade de se desenvolver uma vida religiosa pautada em usos e costumes, há problemas sérios relacionados às campanhas de prosperidade, como a fogueira santa que todos os anos arrecada milhões de reais e deixa famílias desamparadas, com a entrega quase que total de suas propriedades. Sendo não poucos os casos de ex-fieis que recorrem à justiça para reaver seus bens, com a alegação de indução ao erro.

Ausência da ética cristã

O maior problema relacionado às igrejas neopentecostais, e a IURD é o principal exemplo, é a ausência da ética cristã. Ela compreende diversos aspectos, desde a questão doutrinária até princípios morais defendidos pelo cristianismo bíblico. Augustus Nicodemos define a ética cristã nos seguintes termos:

“A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.”

A ética cristã pressupõe defesa dos bons costumes, da moral e de uma vida pautada nas Escrituras Sagradas. Aí temos a questão da defesa da vida, da família e da sociedade como pertencentes a Deus. Questões como o casamento e o aborto são uma das problemáticas quando comparamos a IURD a outras denominações cristãs. Com base em fatos puramente comerciais (digo “comerciais” no sentido literal da expressão), a IURD deixou de ver a vida como elemento máximo das decisões humanas, para transformá-la em uma oportunidade de negócio. A defesa do aborto nada mais é do que uma estratégia, um meio encontrado pela igreja para atrair católicos descontentes com sua religião. É com base em tais parâmetros que a Igreja Universal se define, delineando para o mundo que tipo de indivíduos frequentam seus templos.

São esses mesmos indivíduos que traem seus cônjuges, segundo pesquisa realizada pelo BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã. De acordo com o estudo, a porcentagem de neopentecostais que afirmam terem alguma vez praticado infidelidade conjugal é de 26,51%, contra os 21,43% de pentecostais. Os dados revelados pela pesquisa comprovam que a ausência de um discipulado eficiente e ética cristã nas igrejas neopentecostais, resultam em uma massa crua e sem vida composta por indivíduos das mais diferentes confissões religiosas que procuram seus templos atraídos pela propaganda de prosperidade e cura divina. Uma nova reforma se faz mais que urgente.
Edir Macedo, dono da Igreja Universal e da TV Record
Notas

1. CORAZZA, S. Templo é Dinheiro, Curitiba. Revista Ideias, maio de 2011

2. COELHO, I.G. Neopentecostalismo, Campinas – SP. Palestra ministrada em abril de 2004 na Faculdade Teológica de Campinas.

3. MARINHO, R. Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo. São Paulo – SP. Revista Super Interessante, fevereiro de 2004, pág. 55

4. MARINHO. W. Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecosta. Ipatinga – MG.

5. Comissão Permanente de Doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil. Igreja Universal do Reino de Deus – Sua Teologia e Sua Prática. S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997, p. 28

6. A Ciência dos Transes. São Paulo – SP. Época, abril de 2003 págs. 73 e 74
7. NICODEMOS A. Ética Cristã. São Paulo – SP. O Tempora, O Moraes, 2010.

Por Johnny T. Bernardo, jornalista e colaborador
Matéria exibida no www.genizahvirtual.com 
 
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