sábado, 2 de julho de 2011

E SE JESUS FOSSE NEOPENTECOSTAL?



Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do senhor” (MT 5 :38-42)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comercio, desta vez sob sua gerência. (MT 21:12-13)
Se Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus o pedissem um sinal certamente ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “divisa de fogo varão de guerra, ele desceu a terra, ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria tido para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos  predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (LC 13:10-17)

Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os  apóstolos contaariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (MT 21:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaia

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)

Se Jesus fosse neopentecostal,  o texto seria assim: “ Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reio dos céus” (Mt 19:22-24)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado seu ao ministério. (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-lo não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33)

Se Jesus fosse neopentecostal, ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. 

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

Felipe Almada



quarta-feira, 29 de junho de 2011

A INSEGURANÇA É VENCIDA PELA FÉ!

“Então ordenou Faraó a todo seu povo: A todos os filhos que nasceram aos Hebreus lançareis no Nilo”       Êxodo 1:22


Aprendamos com a história de Moisés:


Quando Moisés nasceu sua mãe teve que jogar o menino no rio por ordem do Faraó para não ser morto. Sua mãe tentou escondê-lo, mas depois de 3 meses não dava mais e ela teve que colocá-lo num cesto e lançá-lo ao rio.

A partir de um plano mortal, não deve ter sido fácil a passagem pelo Nilo, mas Deus estava no controle. Certamente Faraó (figura análoga para Satanás) achava que ao jogar um neném no rio este morreria. A travessia no Nilo Não deve ter sido fácil, pois o Rio Nilo era habitado por enorme variedade de vida animal, desde cobras d água até enormes crocodilos. O plano tinha tudo para dar errado. Creio que durante o percurso de Moisés no cesto pelo rio não foi fácil, mas Deus estava no controle. Não foi o cesto construído por sua mãe que o salvara, na verdade não importava o que acontecia do lado de fora do cesto, no final da correnteza havia um palácio pra Moisés.  


Os crocodilos, os hipopótamos eram muito mais forte que o cestinho, a correnteza devia ser muito mais forte que o cestinho, mas Deus é o nosso refúgio e fortaleza e não cestinho. Assim é em nossa vida. Não foi fácil passar pelo Nilo, Moises deveria estar com muito medo, muito assustado, mas nada aconteceu com ele, não porque o cesto era forte, não por sorte dele, mas porque Deus estava no controle. 

Temos que acreditar da mesma forma, pois há momentos que passamos por correntezas difíceis e “crocodilos” nos cercam, mas quando nos deixamos ser levados pelas águas dos rios da esperança no Senhor no final de tudo haverá um palácio esperando por nós. No final de tudo Moisés foi resgatado do mar pela filha de faraó que ia se banhar no rio e o acolheu como filho, fato este que concedeu a Moisés privilégios especiais próprios da nobreza.

Há outro detalhe no agir de Deus nesse momento da história de Moisés. Os pesquisadores relatam que as filhas de faraó tinham seus banheiros particulares, na verdade não tinham o costume de banhar-se no rio. Ou seja, essa princesa foi a providência de Deus para evitar a morte e proteger Moisés. De um projeto assassino de faraó, Deus trouxe provisão e segurança pelas mãos da filha deste mesmo faraó. Temos que crer que nos momentos de crise, CERTAMENTE Deus proverá e nos tirará das correntezas em segurança, nem que para isso tenha que usar “a filha de faraó”.

Há outro aprendizado nessa história: o Nilo é passageiro. Ou seja, aquele momento de medo, insegurança, correnteza, perigo não foi evitado, mas foi passageiro. Não foi  permanente, mas foi temporário.  Assim também serão os nossos momentos de correnteza, medo e insegurança; será temporário. Temos que crer que Deus está no controle e proverá o melhor para nós. Ter segurança que Deus proverá. A insegurança é vencida pela fé.

Tinha tudo pra dar errado, pois ele era Hebreu e era pra ser morto, mas nem isso aconteceu. A filha de faraó reconheceu que era Hebreu, reconheceu a marca e mesmo assim decidiu ficar com o menino Hebreu, inclusive desobedecendo a uma ordem de seu pai. Quando temos segurança em Deus até o que era para dar errado, ser um fracasso dará certo. Quando descansamos n’Ele e reconhecemos que do Senhor é a guerra Deus cria situações inimagináveis para honrar seus filhos assim como no caso da filha de faraó ser quem resgatou o menino que por ordem do próprio Faraó foi lançado ao rio.

QUEM É TIRADO DA AGUA POR DEUS JAMAIS MORRE AFOGADO!!!! 

 Mais tarde, quando Moisés já estava adulto e marchando com o povo Hebreu para Canaã mais uma vez se deparou com as águas. Mas ele já tem intimidade com a água. Dessa vez não era o Rio Nilo, era um desafio maior, agora ele estava diante do Mar Vermelho. Não era somente rio, dessa vez era MAR, portanto, para um desafio maior o milagre também era maior, Moisés abriu o mar e passou com o seu povo. Quem é tirado por Deus da água, jamais morre afogado.

Devemos ser como o menino Moisés que foi  levado pelas águas de Deus e não como o Moises adulto imperativo que Deus mandou que falasse com a pedra, agiu ao contrario batendo na pedra. Devemos sempre agir segundo a direção de Deus. Agir segundo as águas da segurança de Deus, pois se Deus falou até o Mar se abre!

Acredite na segurança de Deus, confie. Não tome o controle, deixe Deus no controle e creia que a “correnteza” é momentânea e mesmo que pareça não ter jeito, se a situação estiver no controle de Deus, certamente Ele criará soluções inimagináveis pra cumprir Seu propósito em nossa vida. 




Que Deus nos abençõe,

Felipe O. Almada

Bíblia de Estudo MacArthur. Vale a pena?

Eu nunca consegui comprar uma Bíblia de estudos. Não sei por que, mas eu queria comprar uma Bíblia de Estudos definitiva, ou seja, sem ter que usar outra. E sempre pesquisava, pesquisava e nada.

Bíblia Pentecostal?? Jamais!  Mesmo sendo elogiada por muitos eu tenho resalvas a algo que se intitule pentecostal. Nessa Bíblia contém alguns comentários tendenciosos. Por exemplo, ela indica que Jesus serviu suco de uva na ceia, o batismo com o Espírito Santo é mostrado como uma unção especial que nos transforma m super-crentes, o dízimo é encarado como doutrina,
A Bíblia do Malafaia??? De jeito nenhum, o pouco contato que tive com ela me deu vontade de chorar, segundo os comentários contidos nela: a pessoa que é pobre está subjulgada pelo demônio. Ora, a grande maioria dos pentecostais são pobres, as pesquisas indicam isso, então, a maioria está subjulgada pelo diabo?? Fala sério!! Valei-me Lutero!! Essa bíblia traz vitória financeira sim, para o Malafaia....
Bíblia de Genebra? Sempre ouvi vários comentários positivos sobre ela, porém ao pesquisar melhor descobrir de que não se trata da Bíblia de Genebra original escrita por reformadores e sim um "plágio" feito por americanos... me desinteressei dela.

E eu sempre ia pesquisando, além das que citei outras também. Mas certa vez na Igreja Metodista onde congrego em Leopoldina-MG foi me apresentada a Bíblia de EStudo MacArthur. Eu já conhecia alguns trabalhos do autor dessa Bíblia e me interessei por ela. Achei a capa bonita e por já conhecer o trabalho de  John MacArthur comprei a Bíblia no susto, pois estava muito barata: R$ 75,00.

Premiada com o Medalhão de Ouro da Associação de Publicadores Cristãos Evangélicos (ECPA), em 1998, e com mais de um milhão de exemplares distribuídos nos Estados Unidos, a “Bíblia de Estudo MacArthur” chegou ao Brasil em parceria com a SBB.

ESsa Bíblia é resultado de um trabalho de 30 anos  de um autor idôneo e com uma teologia sólida, tradicional (no bom sentido da palavra) e teocentrista. tenho me deleitado nos comentários de MacArthur e várias notas têm me dado a verdadeira noção do que a Bíblia realmente quis dizer curando o leitor de todo o vício neopentecostal. Esta Bíblia é uma verdadeira obra de arte teológica. Quando começo a estudá-la me perco no tempo, por isso a indico a todos que estão procurando uma Bíblia de Estudo.

Quero, portanto, deixar bem claro que não devemos ficar apegados aos comentários dos autores dessas Bíblias, pois somente os textos dos cânones sagrados são a Verdade de Deus e Lâmpada para os nossos pés, e não os comentários dessas Bíblias. Possivelmente vou encontrar nessa Bíblia algum comentário que eu não concorde, normal.

O mais importante é que sendo Bíblia de Estudo ou não o importante e estar diariamente meditando e praticando a Palavra de Deus!


Felipe Almada

terça-feira, 28 de junho de 2011

Falsos Profetas by Paul Washer





  Grandes verdades. Agora te convido a trocar Joel Osteen e Benny Hinn citados por Paul e acrescentar: Edir Macedo, TerraNova, Malafaia, Hernandes, etc..

sábado, 14 de maio de 2011

Dois Surdos: os religiosos e a militância Gay




William Douglas
    Juiz federal, RJ




A decisão do STF, de ser comemorada e criticada, é apenas mais um round na luta irracional que se desenvolve entre religiosos e o movimento gay. O STF acertou na decisão, mas errou em sua abordagem. Ao invés de interpretar a Constituição, ousou reescrevê-la sem legitimidade para tanto. Mas, que razões levaram a Corte Suprema a isso? A imperdoável incapacidade dos contendores de agir de forma tolerante, democrática e respeitosa. A terrível intenção, de ambos os lados, de forçar o outro a seguir seus postulados, em atentado contra a liberdade de escolha, opinião e crença.




Quem ler os relatos contidos em anais da constituinte verá que incluir o casamento gay na Constituição foi assunto derrotado nas votações. O STF mudar esse conceito e ignorar a decisão do constituinte originário é ativismo judicial da pior espécie, mas o STF tem suas razões: os religiosos, ao invés de negociar uma solução, se negam a mexer na Constituição.




O erro da intolerância, o movimento gay também comete ao tentar impor um novo conceito de casamento ao invés da aceitação da união civil estável homoafetiva, e mais ainda, ao defender um projeto de lei contra homofobia que desrespeita a liberdade de opinião e religiosa (PLC 122). Isso para não falar do "kit gay", uma apologia ofensiva e inaceitável para grande parcela da população. Não há santos aqui, só pecadores. Em ambos os lados.




Erram os religiosos ao querer impedir a união civil homossexual, calcando-se em suas crenças, as quais, evidentemente, não podem ser impostas à força. Mas erra também o movimento gay em querer enfiar goela abaixo da sociedade seus postulados particulares. Vivemos uma era de homofobia e teofobia, uma época de grupos discutindo não a liberdade, mas quem terá o privilégio de exercer a tirania.




Negar o direito dos gays é tirania dos religiosos. De modo idêntico, impor sua opinião aos religiosos, ou calá-los, ou segregá-los nas igrejas como se fossem guetos é tirania do movimento gay. Nesse diálogo de surdos, o STF foi forçado a decidir em face da incompetência do Congresso, dos religiosos e do movimento gay, pela incapacidade de se respeitar o direito alheio.




Anotemos os fatos. O STF existe para interpretar a Constituição, não para reescrevê-la. Onze pessoas, mesmo as mais sábias, não têm legitimidade para decidir em lugar dos representantes de 195 milhões de brasileiros. Os conceitos "redefinidos" pelo STF são uma violência contra a maioria da população. Nesse passo, basta ler o artigo Ulisses e o canto das sereias: sobre ativismos judiciais e os perigos da instauração de um terceiro turno da constituinte, de Lênio Luiz Streck, Vicente de Paulo Barreto e Rafael Tomaz de Oliveira, disponível em meu blog. O resumo: apenas Emenda à Constituição pode mudar esse tipo de entendimento. O problema: a maioria se recusa a discutir uma solução contemporizadora que respeite e englobe a todos.




O Supremo agiu bem em alertar sobre a incapacidade das partes de resolverem seus problemas no Congresso, mas errou em, ao invés de se limitar a assegurar direitos de casais discriminados, invadir o texto da Constituição para mudá-lo manu militari.



O STF não se limitou a garantir a extensão de direitos, mas quis reescrever a Constituição e modificar conceitos, invadindo atribuições do Poder Legislativo. Conceder aos casais homossexuais direitos análogos aos decorrentes da união estável é uma coisa, mas outra coisa é mudar conceito de termos consolidados, bem como inserir palavras na Constituição, o que pode parecer um detalhe aos olhos destreinados, mas é extremamente grave e sério em face do respeito à nossa Carta Magna. “Casamento” e “união civil” não são mera questão de semântica, mas de princípios, Nem por boas razões o STF pode ignorar os princípios da maioria da população e inovar sem respaldo constitucional.




Enfrentar discriminações é louvável, mas agir com virulência contra os conceitos tradicionais, e, portanto, contra o Congresso e a maioria da população, diminui a segurança jurídica diante da legislação. A tradição existe por algum motivo e não deve ser mudada pelo voto de um pequeno grupo, mas pela consulta ao grande público ou através de seus representantes, eleitos para isso.




O art. 1.726 do Código Civil diz que uma união estável pode ser convertida em casamento mediante requerimento ao juiz. Ora, pelo que o STF decidiu, foi imposto, judicialmente, o casamento gay. Até os ativistas gays, os moderados, claro, consignam o cuidado de não se chamar de casamento a união civil. Os ativistas não moderados, por sua vez, queriam exatamente isso: enfiar goela abaixo da maioria uma redefinição do conceito de casamento. Não se pode, nem se deve, impedir que um casal homossexual viva junto e tenha os direitos que um casal heterossexual tem, mas também não se pode impor um novo conceito que a maioria recusa.




Abriu-se, em uma decisão com intenção meritória, o precedente de o STF poder substituir totalmente o Congresso. Salvo expressa determinação da Constituição para que o faça, quando o Congresso não legisla sobre um tema, isso significa que ele não quer fazê-lo, pois se quisesse o teria feito. Há um período de negociação, existem trâmites, existem protocolos. O STF não pode simplesmente legislar em seu lugar, tomar as rédeas do processo legislativo. Mas, que o Congresso e as maiorias façam sua mea culpa em não levar adiante a solução para esse assunto.
 
O STF deve proteger as minorias, mas não tem legitimidade para ir além da Constituição e profanar a vontade da maioria conforme cristalizada na Constituição. O que houve está muito perto de criar, pelas mãos do STF, uma ditadura das minorias, ou uma ditadura de juízes. O STF é o último intérprete da Constituição, e não o último a maculá-la. Ou talvez o primeiro, se não abdicar de ignorar que algumas coisas só os representantes eleitos podem fazer.
O PLC 122, em sua mais nova emenda, quer deixar ao movimento gay o direito de usar a mídia para defender seus postulados, mas nega igual direito aos religiosos. Ou seja, hoje, já se defende abertamente o desrespeito ao direito de opinião, de expressão e de liberdade religiosa. Isso é uma ditadura da minoria! Isso é, simplesmente, inverter a mão do preconceito, é querer criar guetos para os religiosos católicos, protestantes, judeus e muçulmanos (e quase todas as outras religiões que ocupam o planeta) que consideram a homossexualidade um pecado. Sendo ou não pecado, as pessoas têm o direito de seguir suas religiões e expressar suas opiniões a respeito de suas crenças.




E se o STF entender que o direito de opinião e expressão não é bem assim? Isso já é preocupante, porque o precedente acaba de ser aberto. E se o STF quiser, assim como adentrou em atribuições do Congresso, adentrar naquilo que cada religião deve ou não professar? 
Marco Feliciano ou Fábio Arruda???????




O fato é que as melhores decisões podem carregar consigo o vírus das maiores truculências. Boa em reconhecer a necessidade de retirar do limbo os casais homossexuais, a decisão errou na medida. Quanto ao mérito da questão, os religiosos e ativistas moderados deveriam retomar o comando a fim de que a sociedade brasileira possa conviver em harmonia dentro de nossa diversidade.






William Douglas é juiz federal 
As informações e opiniões postadas no Blog Fé & Razão não correspondem às opiniões e idéias de pessoas ligadas a mim nem de minha Igreja